É verdade que muitas vezes não percebemos o caminho que alguém percorre até decidir buscar ajuda. É um momento de vulnerabilidade e coragem. Quando alguém chega até aqui, não sei quais caminhos precisou trilhar para finalmente se sentar nesta poltrona ou entrar em uma videochamada. Por isso, faço questão de perguntar e escutar com atenção.
O percurso até a terapia pode ser longo e desafiador. Apenas quem o atravessa conhece seus custos. Não é incomum encontrar resistência em pedir ajuda, especialmente para aqueles que costumam cuidar de tudo e de todos – seja no trabalho, na família ou em outras relações. Reconhecer a necessidade de apoio pode parecer difícil, até mesmo para quem sabe, no fundo, que precisa.
Quem nunca tentou resistir ou escapar das próprias dores? Quem nunca tentou minimizá-las, se deixando levar por pensamentos de que vai ficar tudo bem, vai passar ou que não é tão grave, “olha só o que fulano está enfrentando”?
Às vezes, realmente conseguimos lidar sozinhos. Encontramos forças e recursos que nos ajudam a seguir. E é maravilhoso quando isso acontece. Nem todo mundo precisa de terapia, e muito menos para cada desafio que surge ao longo do caminho. Mas e quando nossas tentativas não são suficientes? E quando as dores persistem, silenciosas ou gritantes?
Se você conhecesse alguém que ama e que precisa de ajuda profissional, o que diria a essa pessoa? Como a encorajaria? Como cuidaria dela?
Agora, pergunte-se: como pode fazer isso por você também?
Seja ao atravessar a distância até um consultório ou ao conectar-se em uma videochamada na privacidade do seu espaço, o percurso até aqui pode ser duro, às vezes solitário. Mas, se o peso estiver grande demais, você pode fazer um sinal.
A vida, em sua imprevisibilidade, frequentemente nos faz hesitar. Em meio a dúvidas, dores e incertezas, o que você escolhe fazer importa. A terapia é um espaço para ajudar você a tomar esse curso de ação – para olhar de frente as questões que paralisam e encontrar um caminho possível. É sobre reconhecer o momento de agir e permitir-se esse movimento.





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