Escrevo como quem faz uma carta onde se é remetente e destinatário ao mesmo tempo. Escrevo como quem redige uma carta para si mesma, sendo remetente e destinatária simultaneamente. Reviso, retorno, até que a transcrição se transforme em tradução, até que o estrangeirismo se dissolva — ainda que nunca por completo. Não é mera descrição. Insisto nesse acesso a mim mesma e ao mundo ao meu redor, como quem tenta organizar a experiência através das palavras para, então, transformá-la. No entanto, para que faça sentido, essa escrita precisa ser endereçada aos outros e, mais do que isso, ser feita com os outros, pois é no encontro que as palavras ganham vida e relevância. Essa transformação não surge apenas de uma interioridade isolada ou de um esforço solitário. Ela acontece no encontro.

Sempre gostei das palavras; elas são poderosas. Desde que me entendo por “gente”, estou nesse espaço de conversas e trocas, escutando e compartilhando histórias ao longo da minha vida. Acredito que as relações e os diálogos são capazes de mobilizar mudanças. Nesse lugar, sementes podem ser plantadas e cuidadas, até que, em seu tempo, florescem e dão seus frutos.

Esse é um espaço para conversar. Então, puxe uma cadeira, pegue um café e sinta-se em casa.

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Sobre

Psicóloga, atuando com a Terapia de Aceitação e Compromisso em consultório particular. Passei os últimos dez anos estudando e trabalhando com pessoas, engajada em como ajudá-las em seu sofrimento humano e capacitá-las para uma vida baseada em valores.

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